Declaração polêmica de Mateus Batista, feita em plenário, levanta acusações graves contra programas sociais e causa repercussão nacional; governo ainda não se pronunciou oficialmente.

Vereador Mateus Batista (PL) Câmara Municipal de Joinville (SC)
Cuiabá-MT – 20 de julho de 2025
Durante sessão na Câmara Municipal de Joinville (SC), o vereador Mateus Batista (PL) causou forte repercussão ao afirmar, em discurso público, que o governo federal estaria financiando, de forma indireta, o tráfico de drogas ao repassar recursos para moradores de rua no Brasil. A fala inflamou o plenário e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, dividindo opiniões e provocando reações de autoridades e da sociedade civil.
“A verdade que ninguém quer falar é que esse dinheiro do governo está indo direto para o tráfico. Estão financiando o consumo de crack e outras drogas nas ruas, sob o disfarce de ajuda social”, declarou o vereador, sem apresentar provas documentais durante sua fala. Ele ainda afirmou que políticas públicas voltadas à população em situação de rua estariam sendo instrumentalizadas por organizações criminosas.
A acusação, considerada gravíssima, expôs uma tensão crescente entre grupos políticos locais e o governo federal. Segundo Mateus Batista, a distribuição de auxílios como o Bolsa Família e outros benefícios sociais sem mecanismos de controle eficientes estaria servindo, na prática, para alimentar o vício e fortalecer o tráfico em áreas urbanas.
Reações e repercussões
Organizações de direitos humanos e especialistas em políticas sociais reagiram prontamente, classificando a fala do vereador como “criminosa”, “estigmatizante” e “desinformada”. Para a Rede Brasileira de Apoio à População de Rua, declarações como essa apenas reforçam o preconceito e dificultam a construção de soluções reais para um problema social complexo.
Já aliados políticos do vereador defenderam a “coragem” do parlamentar em expor o que chamam de “falhas estruturais do sistema de assistência social”.
Até o momento, o governo federal não emitiu nota oficial sobre as acusações, mas fontes do Ministério do Desenvolvimento Social indicaram que medidas judiciais estão sendo avaliadas contra o parlamentar por disseminação de fake news e incitação ao ódio contra populações vulneráveis.
Pedido de investigação e possível cassação
Movimentos populares e parlamentares da própria Câmara de Joinville estão organizando um pedido de apuração ética contra Mateus Batista por quebra de decoro. A bancada do PT na cidade anunciou que vai protocolar representação no Ministério Público para que o vereador responda por difamação e possível crime de responsabilidade.
A fala, feita em uma das maiores cidades de Santa Catarina, reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão no discurso político e sobre o papel das autoridades locais diante da crescente crise humanitária das pessoas em situação de rua no país.

Atualização na matéria: vídeo postado por vereador levanta ainda mais polêmica sobre acusação contra governo federal
Em meio à intensa repercussão de suas declarações no plenário da Câmara Municipal de Joinville, o vereador Mateus Batista (PL)
com (44333) votos vereador de Joinville pelo UNIÃO nas Eleições 2024. Com 22 anos, solteiro(a). voltou a causar controvérsia ao divulgar, em seu perfil oficial no Instagram @MateusBatistaSC, um vídeo no qual reforça as acusações contra o governo federal, afirmando que já teria realizado uma investigação própria sobre o suposto financiamento indireto do tráfico de drogas com recursos públicos federais.
No vídeo, publicado na última sexta-feira (18), o vereador declara:
“Isso não é achismo, não é opinião. Eu mesmo fiz essa investigação aqui em Joinville. Levei pessoalmente esse material para Brasília, protocolei em gabinetes e levei ao conhecimento de deputados e assessores. O que está acontecendo no Brasil é uma operação camuflada de tráfico financiado com dinheiro público”, afirma Mateus, segurando documentos e pastas que diz conter provas.
Segundo ele, a investigação teria sido iniciada após denúncias feitas por moradores da região central de Joinville, que relataram que usuários em situação de rua estariam recebendo benefícios sociais e repassando os valores a traficantes locais em troca de entorpecentes. O vereador alega que conversou com policiais militares e comerciantes da área, reunindo supostos relatos e vídeos para compor um dossiê entregue em Brasília.
Até o momento, porém, nenhum órgão oficial confirmou o recebimento de tal material, nem há registros públicos de abertura de investigação com base nos documentos citados por Mateus. A falta de provas concretas ou perícia independente sobre o suposto relatório levanta dúvidas sobre a veracidade e o método utilizado na coleta das informações.
Impacto nacional e possível responsabilização

A publicação do vídeo intensificou a crise política em torno das declarações. Parlamentares federais já solicitaram esclarecimentos ao Ministério Público Federal e ao Ministério dos Direitos Humanos. A Comissão de Ética da Câmara de Joinville também foi acionada por vereadores da oposição, que consideram a postura de Mateus incompatível com o decoro parlamentar.
Advogados ligados a entidades de combate à desinformação afirmam que o vereador pode responder por disseminação de fake news, calúnia contra o Estado e incitação à discriminação contra a população em situação de rua.
Disputa política e ambiente polarizado
Em entrevista a uma rádio local, Mateus reafirmou suas acusações e afirmou que “não vai recuar”, mesmo diante de possíveis processos. O parlamentar, que já protagonizou outras polêmicas relacionadas a temas morais e ideológicos, é visto como um nome em ascensão dentro da ala conservadora de Santa Catarina e conta com forte base nas redes sociais.
Enquanto isso, movimentos sociais organizam protestos e notas de repúdio, cobrando retratação pública e responsabilização institucional. O caso deve ser discutido na próxima sessão da Câmara de Vereadores, com transmissão ao vivo já anunciada.
denúncias ou envolvimentos de Mateus Batista
Condenação por difamação contra Cláudio Aragão (ex-vereador)
Em julho de 2025, Mateus foi condenado pela Justiça de Joinville a cumprir quatro meses de detenção em regime aberto, além de pagar indenização e multa, por ter chamado o ex-vereador Cláudio Aragão de “arregão” e “corrupto” em vídeos divulgados durante a campanha eleitoral de 2023. A sentença reconheceu o crime de difamação, embora o tratamento por calúnia e injúria não tenha sido aplicado. Ele recorre da decisão e contestou o valor do acordo proposto em audiência de conciliação, afirmando que o valor era excessivo O Escudo+10NSC Total+10chuville.com+10.
Risco de cassação de mandato por suposta propaganda irregular e crime eleitoral
Ele é alvo de uma representação na Justiça Eleitoral com pedido de cassação de mandato, com base em acusações de propaganda política irregular nas eleições de 2024. O Ministério Público já se manifestou contra o prosseguimento de algumas dessas ações, indicando que algumas denúncias podem ser consideradas improcedentes, mas o processo ainda tramita SC em Pauta.
Participação em comissões e proposições polêmicas
Foi secretário do Conselho de Ética da Câmara Municipal e relator da Comissão Especial sobre População em Situação de Rua, cujo trabalho fiscalizou abordagens e levantou indícios de que pessoas estariam sendo enviadas para Joinville por outras cidades com passagens pagas por assistência social. A Frente foi criada para avaliar o impacto dessas ações no município Câmara de Vereadores de Joinville.
Também propôs o Projeto de Lei 8/2025, que proíbe o uso de verbas públicas municipais para contratar shows com conteúdo que faça apologia ao crime organizado ou uso de drogas. A proposta foi aprovada em comissão e gerou debate sobre liberdade cultural e moralidade pública reddit.com+2Câmara de Vereadores de Joinville+2chuville.com+2.
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