Aliado admite, em fala pública, fatores internos que influenciaram a estratégia eleitoral do ex-presidente.
Foto|internet

“O anúncio de Flávio Bolsonaro como nome apoiado pelo ex-presidente para a disputa presidencial de 2026 provocou surpresa no meio político e no mercado. A reação foi imediata: a Bolsa recuou e o dólar avançou, refletindo a expectativa predominante de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seria o candidato natural do grupo bolsonarista — cenário até então considerado consolidado pelos analistas.”
“A tarefa de enfrentar o presidente Lula nas eleições do próximo ano já era considerada desafiadora, diante dos indicadores favoráveis da economia — como inflação sob controle, queda do desemprego, ampliação de programas sociais, isenção no Imposto de Renda e discussões sobre avanços trabalhistas e transporte público gratuito. Com a possibilidade de divisão entre direita e extrema direita, o cenário se torna ainda mais adverso para o candidato preferido pelo mercado.”
“Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro correu para a Rede X na tentativa de conter a crise e sinalizar disposição para negociar. Nos bastidores, aliados admitem que sua candidatura pode ser revista, permitindo que o senador busque a reeleição no Rio de Janeiro caso o Congresso avance ainda este ano com uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Entre dirigentes políticos, porém, a avaliação predominante é de que, se a anistia contemplar apenas o ex-presidente, o acordo já estaria pavimentado.”
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