Caso levanta questionamentos sobre procedimento policial; entidade pede apuração e profissional responde em liberdade após fiança
Redação atualizado GNS Notícias: 18/04/2026 as 15:48
A advogada Áricka Cunha foi detida após questionar o arquivamento de boletim por difamação — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
A advogada Áricka Cunha foi detida na tarde de quarta-feira (15) após divulgar, nas redes sociais, a decisão policial que determinou o arquivamento de uma ocorrência registrada por ela. No documento, assinado por autoridade policial, o entendimento foi de que a suposta ofensa relatada — atribuída a um servidor público — não configurava crime.
Após tornar o caso público, a advogada passou a contestar a decisão de forma aberta. Diante da repercussão, o delegado responsável, Christian Zilmon Mata dos Santos, interpretou a publicação como possível prática de difamação e determinou a condução da profissional, o que resultou em sua prisão.

Após a repercussão do caso, a UNAA formalizou um pedido à Corregedoria da Polícia Civil solicitando a apuração detalhada das circunstâncias que levaram à prisão da advogada. A medida busca esclarecer se houve irregularidades no procedimento adotado pelas autoridades.
A advogada, que havia criticado publicamente o arquivamento de um boletim de ocorrência por meio das redes sociais, foi liberada após o pagamento de fiança estipulada em R$ 10 mil. Com isso, ela passa a responder ao caso em liberdade enquanto as investigações seguem em andamento.
O episódio gerou debate entre profissionais do Direito e entidades da área, que acompanham o desdobramento do caso e cobram transparência nas decisões adotadas pelas autoridades policiais.
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A advogada Áricka Cunha foi detida após questionar o arquivamento de boletim por difamação — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
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